22/03/2022

Valorização pessoal | DYÔ

VALORIZAÇÃO PESSOAL

Você sabia que a falta de amor próprio pode desencadear quadros de ansiedade e depressão? Segundo a Associação Americana de Psicologia, a baixa autoestima é um fator de risco no desenvolvimento de vários distúrbios psicológicos, incluindo depressão e ansiedade.

Para entender melhor sobre o poder da valorização pessoal e começar a se olhar com mais afeto, a DYÔ trouxe nesse artigo, dicas valiosas para começar hoje a trabalhar seu amor próprio. Vamos lá?

 

O que é se valorizar?

Se valorizar é se priorizar e entender os seus limites. Mas atenção: não confunda limites com limitações, hein? Eu tenho certeza de que você já conhece seus defeitos então chegou a hora de acessar e exaltar as suas qualidades. 

Valorizar a si mesma vai além de achar-se bonita ou atraente, a valorização pessoal também é parte importante do processo de autoconhecimento e é através dele, que nós conseguimos trilhar esse caminho até a autoconfiança.

Eu não vou mentir para você. Não é um caminho fácil, o autoconhecimento dói onde precisa doer, mas ele também te liberta e é um dos degraus mais importantes para acessar a valorização pessoal.

 

Qual a importância de se valorizar?

Como alguém vai te amar e te tratar com respeito se você mesma não o faz? O que muitas pessoas erram ao começar um processo de construção de confiança e autoestima, é acreditar que a resposta está fora, quando na verdade, está dentro.

Quando falamos em valorização pessoal falamos sobre relacionamentos, autoestima, trabalho e bem-estar. E não se engane! Quem promete que a valorização pessoal só é necessária para garantir um namoro, está completamente equivocado, na verdade, depois de se valorizar mais é bem provável que poucas pessoas estejam dentro dos seus padrões, afinal, você não merece qualquer coisa, né?

 

O que a falta de amor próprio pode causar?

Os sintomas e sensações vão desde relacionamentos desequilibrados até frustrações no trabalho. A falta de amor próprio pode mostrar um sinal que você envia para si e para o universo de que você não é o suficiente, de que você não merece ser amada, e que você não merece viver bem. Eu sei que a baixa autoestima às vezes nos cega, então que tal fazer um exercício super simples para driblar isso uma vez?

Lembre-se de todas as vezes que você foi cruel consigo, todos os defeitos que você nota diariamente em si ou todas as vezes em que disse para você que não era capaz, lembrou? Agora pense na sua melhor amiga, na sua mãe, na sua filha… Você teria coragem de lançar essas palavras à elas? Parece cruel demais, né? Mas qual a diferença entre elas e você? Porque você faz isso com você?

É claro que esses exercícios agem de maneira superficial e ajudam quando esses pensamentos chegam de maneira inconsciente e automática. Mas a falta de autoestima também pode vir como resultado de relacionamentos abusivos e traumas, e para tratar isso de maneira efetiva é necessário buscar ajuda profissional.

 

O que fazer para eu me valorizar?

A valorização está em pequenos gestos do dia a dia. Sabe no começo do namoro, aquelas demonstrações singelas mas carinhosas como, por exemplo, pegar uma flor do chão, preparar a comida que ele (a) gosta, enfim, aqueles pequenos gestos que mostram que você valoriza aquela companhia, sabe? Esses são sinais de paixão e carinho, então um dos primeiros passos para começar, é se apaixonar por você.

E para isso pare de se comparar

Comparar-se com alguém gera diminuição e não agrega em nada a sua autoestima. Então ao invés de se comparar,  busque por focos positivos que você tenha (coisas que você gosta em você), seja seu cabelo, seus olhos, seu senso de humor, tudo vale o que não vale é ficar comparando sua grama com a do vizinho e disfarçando a comparação com inspiração.

Inspiração nos dá foco e força de vontade para fazer algo do nosso jeito, comparação nos derruba e traz a tona o que não temos. Então já sabe, se faz mal, é comparação e não inspiração.

Ou se compare (Mas dessa vez com você mesma)

Se a comparação for quase um vício para você, eu tenho a solução: transforme-se na sua meta. 

Busque ser sempre a sua melhor versão e tente garantir que no presente, você esteja melhor do que no passado. Aprimore seus conhecimentos, se desenvolva e alcance o patamar que você de ontem, não atingiu. Isso ajuda a driblar a auto sabotagem, já que o foco e a competição é entre você e ninguém mais.

Reconheça seus limites

Lembra do que dissemos sobre limites e limitações? Reconhecer e impor os seus limites é um dos maiores divisores de águas da valorização pessoal. Nós passamos a vida inteira aprendendo a dizer sim “Sim, eu arrumo um tempo para você.”, “Sim, eu pego esse trabalho a mais mesmo estando sobrecarregada”, ''Sim, eu dou um jeito” sim,sim,sim…

Mas como tudo na vida deve ser equilibrado, o "não" também precisa entrar em cena. Não tenha medo de recusar um convite para sair em um dia que você só quer ver netflix de pijamas, não tenha medo de avisar que alguém ultrapassou a linha do limite, essa informação é necessária para o seu bem-estar e para ensinar ao outro como você deve ser tratada.

Por aqui, você já sabe que o papo é sincero, né? Então lá vai mais uma verdade… Se você diz sim porque tem medo do que os outros vão achar ou se vão pensar que você é chata, tenho uma notícia: eles vão mesmo!

E sabe por que? Porque todos nós estamos programados para não aceitar o “não” como resposta, e quando ele vem é natural que seja um choque. Então na hora de exercitar o “não” saiba de duas coisas, número 1: sim eles vão falar, mas o seu bem-estar vale muito mais. E número 2: o “não” é uma sentença completa.

Cerque-se de pessoas que ressoem com você

A dica anterior te ajuda (e muito!) a (re)construir sua rede de relacionamentos de uma maneira mais saudável. Assim como mencionamos anteriormente, o “não” é um choque de primeira e é natural que algumas pessoas estranhem seu posicionamento, mas impor limites te ajuda a criar um filtro que te permite enxergar que, quem é para estar e quem ressoa com você, vai ficar.

Por isso, não tolere ambientes, pessoas e situações pelo medo de ficar sozinha, isso não vai acontecer. Mas caso aconteça, tenha em mente que esse é o real sentido do autovalor: você não precisa fazer tudo sozinha, mas sua própria companhia basta.

Não dispense a terapia

A terapia pode ajudar a lidar melhor e de maneira mais saudável com traumas e abusos que te fizeram chegar neste ponto. Mas ela também é uma opção super válida para se conhecer, desenvolver suas qualidades e pôr em prática exercícios que estimulem sua valorização pessoal. Então lembre-se, se não conseguir sozinha, busque ajuda profissional.

 

 

O número de pessoas que tem buscado o autoconhecimento e a valorização pessoal está em uma crescente notável. Mas será que é possível encontrar o amor próprio sozinha?

Seria um tanto quanto irônico se a resposta fosse não. Então sim, é possível e muitas vezes é necessário. Lembrando que, você também pode encontrar a valorização pessoal sozinha mas com a ajuda da terapia, ela é apenas um acompanhamento do seu processo.

Cada pessoa trilha um caminho diferente, mas as dicas que vimos nesse artigo com certeza te ajudarão a levar um outro olhar e cuidar com mais carinho do que realmente importa: você.

Então saiba que se priorizar não é egoísmo, não é sinal de arrogância e que ninguém te faz nenhum favor ao te tratar com respeito, isso é apenas o mínimo que você e todas as outras mulheres DYÔ, merecem.

Ficam as dicas e a reflexão: e você, como tem se cuidado?