23/12/2022

Relacionamento abusivo: conheça os sinais | DYÔ

RELACIONAMENTO ABUSIVO: CONHEÇA OS SINAIS

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o tema e principalmente, sobre os sinais para identificar uma relação abusiva. Por isso, na matéria de hoje a DYÔ quer te contar um pouco mais sobre relacionamentos abusivos e como situações que parecem ser comuns, podem servir de alerta de que o relacionamento é tóxico. Continue lendo!

 

O QUE É UM RELACIONAMENTO ABUSIVO?

Como o próprio nome sugere, uma relação abusiva é definida como um relacionamento que apresenta abusos (físicos e/ou emocionais). 

A relação se torna abusiva quando uma das partes do casal passa a manipular e controlar a vítima. Esse controle pode ser feito de diversas maneiras como, controle do uso de roupas, relações com amigos e familiares, redes sociais, ciúme excessivo e possessividade, controle financeiro e manipulação emocional (como ameaças e vitimização).

O relacionamento abusivo não precisa necessariamente estar ligado a uma agressão física e, por isso, a identificação desse tipo de relação pode ser mais difícil. Isso se dá por essa, ser uma agressão que ocorre de maneira velada, utilizando violência psicológica e com pequenas privações como, por exemplo, o gaslighting.

 

O QUE É GASLIGHTING?

Segundo a matéria da Gazeta: "A palavra gaslighting surgiu de uma peça de teatro, que acabou virando filme: Gaslight, que na tradução literal para o português significa "luz a gás".  Esse filme conta a história de um homem que, para roubar as joias de uma mulher, a manipula para fazer com que ela ache que está louca. Em um dos episódios, a mulher percebe que as luzes da casa estão piscando e fala para o homem. Mas ele nega que isso esteja acontecendo e diz que é coisa da cabeça dela. A partir desse filme, o termo gaslighting passou a ser usado para descrever um tipo de abuso psicológico que faz com que a vítima duvide da própria percepção e da sanidade mental. Algumas frases como "isso é coisa da sua cabeça", "você está exagerando", "não foi bem assim" são muito comuns de serem ditas por quem pratica essa forma de manipulação, que costuma ser bem sutil e, por isso, difícil de perceber."

 

QUAIS OS SINAIS DE UM RELACIONAMENTO ABUSIVO?

1. Amor e "perfeição" em excesso

Em grande parte dos relatos, pode-se perceber um padrão nos abusadores. Dentro desse padrão, o que mais chama a atenção é a forma sedutora como esses indivíduos agem. Por isso, não se engane acreditando que o relacionamento será abusivo logo de cara (muito pelo contrário!) na verdade, a tendência é justamente transparecer ser um parceiro perfeito, super apaixonado, romântico e gentil. Então fique atenta a manifestações exageradas, “provas de amor” e grandes declarações logo de início. É claro que nem sempre isso caracteriza uma relação abusiva, mas é importante saber reconhecer quando esses comportamentos são de fato espontâneos.

Mas como reconhecer esses excessos? Tire o foco dos "grandes momentos" e analise: sua rotina fora disso é cercada por brigas, humilhações, cobranças ou ciúmes? Existe paz fora dos pedidos de desculpas com presentes e declarações? As reais atitudes de amor são provadas durante o dia a dia além das palavras? 

E o mais importante... como as pessoas a sua volta reagiriam aos seus relatos de "normalidade" dessa relação? Você precisa ocultar algo para evitar perguntas e reflexões ou até mesmo um impasse com relação ao seu parceiro? Sempre vale a consideração.

 

2. Ser apenas você, não parece ser o suficiente

A imposição — sutil ou não — também é uma característica marcante da relação abusiva. Vale ressaltar que isso nada tem a ver com críticas construtivas, que de fato, agreguem benefício à parceira, afinal, a imposição geralmente vem seguida de pedidos de mudanças que deveriam ser supérfluos e que nada tem a ver com aprendizado, crescimento e evolução!

Em um relacionamento tóxico, tais sugestões de mudanças possuem critérios moralistas, com definições de bom e belo do outro. Frases como: "Que tal emagrecer? mudar seu jeito de vestir? mudar o cabelo? E parar de frequentar tais lugares?". Sempre que houver uma sugestão ou proposta de mudança desse tipo, questione-se: o que essa mudança traria de positivo para mim? Porque preciso mudar tanto a ponto de virar outra pessoa, se a ideia do meu relacionamento é justamente estar aqui porque já sou (ou deveria) ser o que o meu parceiro procura?

 

3. Agressões verbais e psicológicas

Neste ponto, nós já entendemos que o relacionamento abusivo é uma montanha russa. No topo, nós acessamos o lado mais gentil e apaixonado que possa existir no abusador, na base, o romance de cinema dá espaço para humilhações, privações e microviolências que não são tão pequenas assim.

Contudo, essas agressões podem não ser tão cristalinas a ponto de gerarem certeza. Por isso fique alerta se perceber que seu parceiro:

• Diminui suas conquistas;

• Debocha das suas opiniões e gostos;

• Diz que apenas ele pode te amar e se relacionar com você;

• Te afasta da sua rede de apoio (amigos e familiares);

• Grita ou desconta a raiva em objetos;

• É muito ciumento e possessivo;

• Tem poder e controla suas finanças;

• Vigia suas redes sociais;

• Te culpa pelas reações agressivas dele;

• Pede muitas desculpas e diz que vai mudar;

• Te faz acreditar que você é única que pode salvá-lo/ajudá-lo;

• Proíbe determinadas roupas, maquiagem e/ou companhias;

• Coloca em xeque sua sanidade mental;

• Faz você se sentir insegura, com medo e infeliz.

 

COMO PROCURAR AJUDA?

Se perceber que sua relação é abusiva, o primeiro passo é conversar com sua rede de apoio. Amigos e familiares devem estar cientes principalmente caso você esteja em risco. Além disso, é fundamental que a vítima procure ajuda profissional, acompanhamento psicológico e terapia podem ajudar a descobrir maneiras seguras e saudáveis para sair dessa situação e ainda oferecer o acolhimento necessário para a mulher.

Se as duas opções acima não forem viáveis, ainda é possível acionar a Central de Atendimento à Mulher, que funciona sete dias por semana e 24 horas por dia, pelo número de telefone 180. As denúncias podem ser feitas por qualquer pessoa e de maneira anônima.