04/07/2022

Medo de relacionamento | DYÔ

Não querer ter um relacionamento é perfeitamente normal, mas quando a falta de vontade ultrapassa o limite do natural e torna-se paralisante? 

No artigo de hoje, a DYÔ quer falar mais sobre o medo de relacionamento e te ajudar a identificar alguns sinais que podem estar prejudicando as suas relações.

 

O QUE PODE SER MEDO DE RELACIONAMENTO?

 

Traumas

Experiências ruins e até mesmo traumas, podem gerar um quadro de pistantrofobia. A pistantrofobia caracteriza quadros de fobia intensos e que estão conectados interligados ao ato de confiar nas pessoas novamente. 

Esse quadro vem à tona graças a um trauma do passado, onde quem o viveu, acaba desenvolvendo um medo irracional de reviver uma situação.

Esse tipo de reação se torna bem mais comum em términos de relacionamentos ou de qualquer união que tenha sido relevante para quem vive esse medo. Assim como outras fobias existentes, esse medo possui mecanismos irracionais.

E com isso, sintomas físicos podem ser desenvolvidos quando há contato com o medo primário. Nesse caso, nasce o medo de se envolver com uma pessoa e confiar nela novamente.

Medo de rejeição

O medo da rejeição consegue impedir qualquer tentativa de início em várias áreas da vida. Seja ela em uma entrevista de emprego, em um novo ciclo social, mas principalmente, ela vem à tona nos relacionamentos.

A fobia da rejeição pode estar ligada ao medo de perder algo ou alguém mas não necessariamente tem relação com relações amorosas passadas, isso porque, o medo da rejeição pode ser reflexo de uma infância difícil, problemas com a família e dificuldades no convívio social.

Ou seja, o medo da rejeição pode ter muitas origens e pode ser desenvolvido após experiências como:

• Ausência ou abandono parental;

• Abuso;

• Bullying;

• Negligência na infância ou adolescência;

• Término de relacionamento;

• Posturas rígidas dos pais ou entes queridos diante de falhas; 

• Rejeições de parceiros em potencial ou amizades.

Além disso, segundo o site psicólogos berrini, é a partir dessas vivências que nasce o medo de encontrar a rejeição novamente e passar pelo mesmo sofrimento emocional. 

Transtornos psicológicos

Quem possui transtornos psicológicos tem uma sensibilidade maior ao lidar com questões consideradas comuns para indivíduos que não convivem com esses transtornos.

Além de lidarem de uma maneira diferente, essas pessoas ainda enfrentam preconceito e estigmas sobre sua saúde mental, o que pode acabar afastando-as da ideia de manter uma relação por medo do julgamento e até mesmo por acreditarem que seriam um fardo para o parceiro(a).

 

É NORMAL TER MEDO DE RELACIONAMENTOS?

Ter receio de iniciar coisas novas é normal e em até certo ponto saudável. Mas quando uma barreira comum torna-se um bloqueio que prejudica o acesso às experiências da vida?

Se você não quer ou não procura por um relacionamento, não há problema algum nisso, desde que essa seja uma escolha ou que não afete e prejudique sua vida.

 

COMO SUPERAR O RECEIO DE ME RELACIONAR?

Procure autoconhecimento

Principalmente quando o assunto é relacionamento, é preciso ter um bom nível de autoconhecimento pois é só com ele que se traça limites e torna a relação mais saudável e equilibrada.

Parece clichê, mas como é possível se apresentar (e conhecer) ao outro se você não conhece a si mesmo?

O autoconhecimento é uma ótima ferramenta para entender até onde você pode e quer ir em uma relação, como você gosta de ser tratada e principalmente, deixar de projetar suas frustrações em outra pessoa.

Nós vamos além. Principalmente quando o assunto é medo de rejeição ou medo de relacionamento, além de projetar o que é nosso no outro, é comum absorvermos o que é do outro em nós.

Então saiba que o autoconhecimento pode te dar insights importantes para separar emoções que são ou não são suas. Nem tudo é pessoal e muitas vezes um bom dia torto, uma ofensa ou até mesmo um elogio, diz mais sobre o outro do que sobre nós. 

Converse com pessoas de confiança

Você não precisa carregar tudo sozinha e muitas vezes, conversar e ter uma rede de apoio pode diminuir o peso e te fazer descobrir que não é a única no mundo a se sentir desse jeito porque, pasme, você não é. 

Evite projetar experiências passadas

"Um rio não passa no mesmo lugar duas vezes". Experiências passadas servem sim de aprendizado, mas não devem ser um manual de como agir no presente.

Projetar experiências que já foram, em cenários novos é um desperdício com o seu eu do presente e até mesmo com a nova pessoa que não tem relação nenhuma com o que você viveu.

Seguir em frente, não é esquecer. É entender que no cenário passado você fez tudo o que pôde com as ferramentas que você tinha. Se perdoe!

Não deixe que o medo de perder te impeça de viver uma relação

A vida é feita de ciclos e a perda pode acontecer. O caso é que, a partir do momento em que se cria uma relação com alguém, você precisa estar pronto para perder aquele alguém a qualquer momento.

Seja essa perda por opção do outro ou por circunstâncias fatais, não existem garantias de que as pessoas com as quais nos relacionamos estarão para sempre ao nosso lado, mas o medo do abandono não pode te limitar a ponto de evitar que você se relacione. Viva o hoje e deixe o amanhã para sua versão do futuro cuidar, ok?

Busque ajuda profissional

Uma rede de apoio é super bem-vinda mas nunca substitui a ajuda profissional.

Um acompanhamento terapêutico ou psicológico pode te munir com ferramentas que ajudam obter mais autoconhecimento, acolhimento e direcionamento para questões que nem sempre um blogpost pode resolver.

 

 

O medo de se relacionar pode ser algo comum e natural desde que não trave a vida e o bem-estar de quem o sente.

Esse medo normalmente tem origem de relacionamentos conturbados, traumas e até mesmo conflitos e abandono na infância. 

Existem mecanismos que podem facilitar a diminuição desse receio como, dividir essas questões com outras pessoas, buscar mais autoconhecimento mas é principalmente com a terapia, que essa barreira pode ser lapidada em uma ponte para uma relação e vida mais saudável.