07/10/2022

De infância sofrida á ícone atemporal, conheça melhor a história de Marilyn Monroe | DYÔ

DE INFÂNCIA SOFRIDA A ÍCONE ATEMPORAL, CONHEÇA MELHOR MARILYN MONROE

 

INTRODUÇÃO:

O novo lançamento da Netflix tem dado o que falar. O filme Blonde tem como foco a loira mais famosa do cinema, mas deixou de fora alguns fatos importantes sobre essa trajetória.

E por isso, hoje, a DYÔ quer te contar um pouco mais sobre a brilhante e dolorosa história do ícone atemporal que até hoje inspira muitas mulheres. Conheça a trajetória da quase que mística, Marilyn Monroe. Acompanhe!

 

QUEM FOI MARILYN MONROE?

Norma Jeane Mortenson (Marilyn Monroe) nasceu em Los Angeles no dia 1 de junho de 1926. Foi uma atriz, comediante, cantora e modelo e mesmo com uma carreira curta, tornou-se um ícone da cultura popular, lembrada até hoje como uma das maiores estrelas de Hollywood.

Sua carreira teve início em 1944 como modelo e logo em seguida Marilyn passou a participar de curtas da 20th Century Fox e Columbia Pictures, entre os anos de 1946 e 1948. 

Sua trajetória como atriz começou a alavancar depois de assinar um importante contrato com o estúdio Fox onde começou a receber destaque por comédias como Sempre Jovem (1951) e O Inventor da Mocidade (1952), além dos dramas Só a Mulher Peca (1952) e Almas Desesperadas (1952).

 

QUAL A HISTÓRIA POR TRÁS DA ESTRELA?

Quem vê até hoje o peso que Marilyn Monroe tem para a cultura hollywoodiana, muitas vezes nem imagina que essa história nem sempre foi tão brilhante assim.

A infância conturbada

A infância de Marilyn foi marcada pelo abandono. Começando pelo dia 13 de junho de 1926 quando Gladys Baker, mãe de Marilyn, levou sua filha Norma, de apenas 12 dias de vida, para um lar adotivo localizado na Califórnia. Apesar de Gladys ter insistido por anos que o pai de Norma seria Charles Stanley Gifford, seu colega de trabalho da Consolidated Studio, não havia qualquer rastro do pai de Marilyn até então.

A mãe chegou a manter contato com a criança durante seu período no orfanato, principalmente quando seus outros dois filhos (Jackie e Berniece) haviam sido levados pelo seu ex-marido durante a separação. Gladys então, passava com frequência seu tempo livre com Norma e ocasionalmente, a levava para passar a noite em seu apartamento.

O relacionamento materno

Gladys Baker era conhecida por ser “emocionalmente instável" sendo diagnosticada anos depois com esquizofrenia paranóica. Gladys provou que não andava sã, sendo que uma vez segundo o The Secret Life of Marilyn Monroe, de J. Randy Taraborrelli, a progenitora de Norma tentou retirá-la do orfanato sem permissão legal, escondendo sem sucesso, a criança em uma mochila.

Aos sete anos de idade, o orfanato decidiu unir mãe e filha novamente e tudo ia bem entre ambas até que Gladys descobriu que seu filho Jackie, de apenas 13 anos, havia morrido em decorrência de complicações de uma doença renal. Não só isso, poucas semanas seguintes, ela também soube que seu avô havia se suicidado e que o estúdio onde trabalhava estava entrando em greve.

Essa sequência de traumas fez com Gladys ficasse ainda mais atormentada e foi em 1934, que Marilyn Monroe testemunhou sua mãe gritando e chutando a porta antes da polícia ser acionada. Essa é a história da primeira vez que Gladys foi internada no hospital estadual de Norwalk.

Desde então, Marilyn via a mãe de forma inconstante enquanto reveza entre as residências de sua nova tutora legal, uma amiga de sua mãe, Grace Goddard. A estabilidade voltou por um tempo para a vida de Marilyn, agora adolescente e ela desembarcou na casa de Edith Ana Lower, conhecida como "tia Ana".

Em 1946, Gladys passou a morar com a filha na casa de tia Ana depois de ser liberada do Hospital Estadual Agnews de San Jose. Nessa época, vários fatores marcantes influenciavam o nome de Marilyn na mídia: sua carreira de modelo havia decolado, ela estava prestes a assinar com a 20th Century Fox e seu casamento com Jim Dougherty não andava nada bem.

Gladys continuava a demonstrar um forte distanciamento emocional, além de expressar com frequência seu desagrado pela escolha profissional da filha: ser atriz.

Setembro foi marcado como um período delicado para Marilyn, ela havia acabado de se divorciar e logo em seguida sua mãe anunciou que mudaria para Oregon, mas isso nunca aconteceu. Monroe logo soube que ao invés da chegada ao estado, Gladys havia sido atropelada e só foi encontrada em 1952, quando Marilyn descobriu que ela ainda estava viva.

Depois de muita insistência da filha, Gladys retorna à Califórnia, mas em estado de crise, nessa época Monroe foi, mais uma vez, obrigada a ver a mãe ser levada a um hospital, após ser amarrada em uma maca.

Vida amorosa

Marilyn foi casada por três vezes ao longo da vida. Seu primeiro matrimônio aos 16 anos de idade, foi com James Dougherty, para fugir do orfanato onde morava.

O segundo casamento foi com o astro de beisebol Joe DiMaggio. Uma relação marcada pela intensidade e polêmica, já que a união dos dois era abusiva principalmente, quando o atleta exagerava no álcool.

A última e mais duradoura união da atriz foi com dramaturgo Arthur Miller, ambos foram casados até 1961 e a artista morreu um ano após o divórcio.

Mas além disso também existe uma teoria de que Marilyn Monroe também havia se envolvido, de acordo com o livro These Few Precious Days, de Christopher Andersen, com o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Os boatos ainda afirmam que no último ano de Jackie Kennedy (esposa do presidente) ao lado de seu marido, a atriz teria ligado para a primeira-dama para avisá-la da relação entre os dois. 

Mas além de John, Monroe também teria se relacionado com o irmão do presidente, Robert Kennedy, o então procurador geral dos Estados Unidos.

Vale reforçar que nenhum desses fatos foram comprovados até hoje.

 

POR QUE MARILYN TORNOU-SE UM ÍCONE FEMININO?

Marilyn foi um marco geracional e até hoje é inspiração para a moda e padrões de beleza.

A loira era conhecida por não seguir tendências. Ao contrário disso, ela conhecia seu corpo e simplesmente usava o que favorecia sua silhueta, como esquecer do memorável vestido branco ao vento nos resfriadores do metrô em "O Pecado Mora ao Lado"?

Mal sabia, que esse seria o pontapé inicial para a construção de um protótipo de feminilidade que foi seguido por décadas e que foi impactado não somente nas roupas, mas também no cabelo platinado e na maquiagem caprichada no batom vermelho e lábios voluptuosos que até hoje, são a marca de mulheres sensuais graças a Marilyn.

 

PROFISSÃO ALÉM DA ATUAÇÃO

Mulher, atriz, modelo e empresária. Marilyn sempre administrou seus negócios e sua carreira sozinha, é uma pena que toda a sexualização e os estereótipos ligados a ela a resumiram a um mero rostinho bonito.

Marilyn chegou a fundar sua própria produtora, a Marilyn Monroe Productions, onde metade do quadro de funcionários era composto por mulheres, o que na época, era um marco estrondoso.

 

BLONDE: O FILME

Blonde foi inspirado na obra homônima da escritora Joyce Carol Oates, contando com a direção de Andrew Dominik. O longa é ambientado no século passado e o roteiro explora o desenvolvimento da loira como um ícone. 

O filme parte do relato da infância e adolescência difíceis de Marilyn, passa pelo início de sua carreira que começou efetivamente, após conhecer um fotógrafo e se tornar modelo, segue por sua chegada ao cinema, algo que alavancou sua popularidade em níveis abissais e fez com que a loira permanecesse no imaginário do público até os dias de hoje.

Contudo, precisamos alinhar as expectativas, por isso, ressaltamos que o filme não tem caráter biográfico e sim fictício, o que tem gerado duras críticas à obra.

Blonde está disponível para assinantes da Netflix desde o dia 28 de setembro de 2022.

 

O FIM

Marilyn Monroe morreu de forma prematura, aos 36 anos de idade em decorrência de uma overdose de remédios.

Não só a vida da estrela, mas como sua morte, também é cercada de polêmicas e teorias que são discutidas até hoje pelo público e historiadores.

Marilyn deixa uma vida brilhante nos palcos, mas cercada de instabilidade e incertezas nos bastidores, o que torna o tempo em vida deste ícone mais uma metáfora para as mulheres ao qual ela inspirou. Marilyn parece estar num pedestal, mas sua história só mostra que na verdade ela era uma mulher comum que foi sexualizada, exposta, e fragilizada durante toda a sua vida.

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