26/08/2022

26 de Agosto: Dia internacional da igualdade da mulher | DYÔ

26 DE AGOSTO: DIA INTERNACIONAL DA IGUALDADE DA MULHER

Direito ao voto, espaço na política e inserção no mercado de trabalho, a luta pela igualdade feminina andou muito ao longo da história, mas será que já conquistamos o suficiente?

Neste dia internacional da igualdade da mulher, a DYÔ quer compartilhar um pouco mais sobre a história desse dia e a importância dessa luta para as mulheres. Vamos lá?

 

O QUE É IGUALDADE FEMININA?

A igualdade de gênero é a ideia de que homens e mulheres devem ter oportunidades, direitos e deveres de maneira igual e justa.

Mas mais que isso, essa luta pede que esses direitos aconteçam sem qualquer interferência ou limitação baseada em estereótipos definidos pelo gênero biológico. 

O avanço da igualdade de gênero tem tido cada vez mais avanços ao longo da história, mas será que isso é o suficiente? O fato é que ainda há muito o que conquistar, por isso, separamos alguns dados que demonstram a importância da conquista de direito das mulheres.

 

COMO SURGIU O DIA INTERNACIONAL DA IGUALDADE DA MULHER?

O dia comemorativo começou a surgir em 18 de agosto de 1920, dia em que foi validada a 19ª emenda à Constituição Americana, que garantia o direito à todas as mulheres.

Esse marco veio através de anos de luta do movimento sufragista grupos que defendiam a igualdade de direitos entre os gêneros e maior participação das mulheres na política. 

O dia 26 de agosto ficou marcado como dia internacional da igualdade da mulher, pois a decisão só foi certificada alguns dias depois da validação. Em novembro daquele mesmo ano, as mulheres puderam ir pela primeira vez às urnas para escolher o novo presidente dos Estados Unidos.

Mas ainda havia algumas restrições. Mulheres não alfabetizadas, sem apresentação de pagamento de impostos, sem autorização do marido ou dos pais e mulheres negras e imigrantes, não puderam validar seu direito conquistado, conseguindo o direito ao voto somente em 1964, com a Lei de Direitos Civis.

Por fim, o dia da igualdade feminina foi oficializado em 1973, em homenagem aos 53 anos da 19ª emenda, onde o Congresso dos Estados Unidos determinou que o dia 26 de agosto ficaria marcado como o Dia Internacional da Igualdade Feminina.

 

POR QUE LUTAR POR ESSA IGUALDADE? ALGUNS DADOS RELEVANTES:

Foram muitos anos de luta por direitos iguais e ainda há muitos pela frente. Separamos alguns dados que comprovam que essa trajetória está longe de chegar ao fim.

 

Desigualdade no mercado de trabalho

De acordo com uma pesquisa levantada pela Bain & Company, cerca de, apenas, 3% das mulheres no Brasil ocupam cargos de liderança. Além disso, na América Latina, o Brasil é o segundo país com a menor porcentagem de mulheres em cargos de alta gerência. 

Ainda segundo estudos, as mulheres demoram muito mais tempo para serem reconhecidas sendo que 55% das mulheres em cargos nível 1 estão entre 51 e 60 anos, enquanto a maioria dos homens no mesmo cargo, têm entre 41 e 50 anos, aponta o estudo da Hays Executive.

Vale lembrar que essa disparidade começa bem antes da inserção no mercado de trabalho. O Informe de Percepção de Gênero, divulgado pelo LinkedIn em 2018, afirma que "mulheres tentam 20% menos vagas que os homens — elas sentem que precisam cumprir 100% dos requisitos solicitados pelos empregadores. A maior parte dos homens, contudo, arrisca com apenas 60%."

Quando finalmente inseridas no mercado de trabalho, a desigualdade salarial também marca presença na vida profissional feminina: "Mesmo realizando as mesmas funções que o homem no mercado de trabalho, a mulher pode ganhar até 30% a menos. Essa diferença dispara ainda mais quando se refere às mulheres negras" afirma a matéria produzida pela CashMe.

Dupla jornada, maternidade e trabalho doméstico

Tarefas domésticas e a maternidade também ajudam a afastar mulheres do mercado de trabalho. Seja pelo cansaço da dupla jornada ou pela desclassificação na etapa de entrevistas caso a mulher revele ser mãe.

De acordo com o Estudo Estatísticas de Gênero, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março de 2021: "apenas 54,6% das mães de 25 a 49 anos que têm crianças de até três anos em casa estão empregadas. A maternidade negra, nesta mesma situação, representa uma taxa ainda menor: menos da metade está no mercado de trabalho (49,7%)."

Violência contra a mulher

Segundo informações do site Saúde Plena, a cada três horas, uma mulher é estuprada no Brasil. No mundo, a violência doméstica mata cinco mulheres por hora. 

Um outro levantamento, realizado pelo Observatório da Mulher contra a Violência, afirma que em 2017: "houve mais de 220 mil notificações de violência contra as mulheres realizadas pelos órgãos de saúde."

E dados mais recentes confirmam que durante a pandemia de covid-19 em 2020, os números dispararam, segundo o Governo Federal, mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher foram registradas nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100.

 

 

 

 

Dia 26 de agosto é comemorado o dia internacional da igualdade feminina. Um marco conquistado depois de anos de muita luta, luta essa que, infelizmente, está longe de chegar ao fim.

A igualdade de gênero é uma pauta necessária e que precisa de atenção para garantir, resguardar e promover direitos ao público feminino.

Por isso, neste artigo, a DYÔ te contou um pouco mais sobre a origem deste marco e alguns motivos que provam que a luta por igualdade é urgente!

 

 

Fonte: Você sabia que é comemorado o Dia Internacional da Igualdade Feminina?